Lembra-se
Quando tudo que queríamos era
Andar de mãos dadas
Lembra-se quando a felicidade
Estava ao nosso alcance
Quando estávamos seguros
Lembra-se
Você poderia imaginar
Que eu seria o elo fraco da corrente
E que um dia eu quebraria
Lembra-se
Quando nos sonhávamos...
Sonhávamos...
Em acordar para um mundo melhor
Mas hoje os pássaros já não voam
No céu cinza dos meus defeitos
Hoje os peixes não nadam
Nas águas turvas dos meus pesadelos
Eu só quero uma mão
Que me guie
Em alguma direção
Acorde-me
Pois o pesadelo já dura tempo bastante
Não espere... Não espere... Não espere
A luz já me abandonou
A última estrela da esperança apagou-se
Amanhã... Será tarde demais
(Marcelo de S. Damacena)
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