De certo não vejo palavras certas, para escrever o confuso
permanece intacto perante atitudes de comum impaacto
se você disse algo a alguém que pensou em ser certo
haja vista que este segredo é mais cego e um tanto confuso
água escorre ao teu semblante;mascarado e disperso
se precisa de máscara não precisas fugir
caso já tinham-no encontrado, por que te mostras alheio?
ao invés de se proteger, deves tirar a máscara e provar-se feio
Os teus olhos escorrem lágrimas em profunda imensidão
são marejados e depois enxugados pelo ar de combustão
seca, apaga, mergulha sua cegueira nos olhos d'alma
molhados e enraizados no disperso sentido de o ser
Por que demoras a sentir quando uma dor logo vem?
ela bate, ela marca, ela geme, ela toca, finca
presa nesse semblante de ar disperso e encouraçado
que se mostra mais no quase nada e enxarca ainda mais
Não depressa,mas os olhos inundarão e afogarão tua máscara!
Autor:Fernando DeLira
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Profundo em lágrimas
Pelo completo que não satisfaz
Pelo frágil e pelo cálido
Pelo fructil e pela semente
lágrimas de profundidade
Para o fundo da fragilidade
se completa por farpas,
pregos em castanhas, presas
fluentes e caridosas
Resto por resto, dum nada
Autor:Fernando DeLira
Pelo frágil e pelo cálido
Pelo fructil e pela semente
lágrimas de profundidade
Para o fundo da fragilidade
se completa por farpas,
pregos em castanhas, presas
fluentes e caridosas
Resto por resto, dum nada
Autor:Fernando DeLira
domingo, 9 de novembro de 2008
Pequena coisa é armada pra quem a respeita,mesmo sendo o mundo nosso,mundinho
A mínima parte é aquela que comove
supera o exagerado, geme e se sorve
Dessas sementes, mínimas, a mais doce
pequena dor, pequeno amor, sossegozinho
A minúscula gotícula é aquela que refresca
prontificado maior odor, minúscula dor
fagulha, aquele fiozinho de voz, socorro
Mais vale a pena seguir o sonho bem quisto
de que seguir o ponto alto inesgotável,visto
devaneios loucos planejados sem colo e mandado
Resta o pequenino desejo de união
para os segundinhos vicios em vão
vagam imunes, trágicos,segredinhos
É esse, SÓ NOSSO, VICIOSINHO
Malévolo e fragilzinho
Autor:Fernando DeLira
supera o exagerado, geme e se sorve
Dessas sementes, mínimas, a mais doce
pequena dor, pequeno amor, sossegozinho
A minúscula gotícula é aquela que refresca
prontificado maior odor, minúscula dor
fagulha, aquele fiozinho de voz, socorro
Mais vale a pena seguir o sonho bem quisto
de que seguir o ponto alto inesgotável,visto
devaneios loucos planejados sem colo e mandado
Resta o pequenino desejo de união
para os segundinhos vicios em vão
vagam imunes, trágicos,segredinhos
É esse, SÓ NOSSO, VICIOSINHO
Malévolo e fragilzinho
Autor:Fernando DeLira
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Firmamento
Firmamento é o que nos esperam
à beira da porta, estás
quanto mais brilho tiver,
com grata acolherá
Sugando como sangue enraivado
quente quanto ferro em brasa
desperta e logo amanhecerei
à luz do firmamento com graça.
(Autor:Fernando DeLira)
à beira da porta, estás
quanto mais brilho tiver,
com grata acolherá
Sugando como sangue enraivado
quente quanto ferro em brasa
desperta e logo amanhecerei
à luz do firmamento com graça.
(Autor:Fernando DeLira)
Quimera
Lembra-se
Quando tudo que queríamos era
Andar de mãos dadas
Lembra-se quando a felicidade
Estava ao nosso alcance
Quando estávamos seguros
Lembra-se
Você poderia imaginar
Que eu seria o elo fraco da corrente
E que um dia eu quebraria
Lembra-se
Quando nos sonhávamos...
Sonhávamos...
Em acordar para um mundo melhor
Mas hoje os pássaros já não voam
No céu cinza dos meus defeitos
Hoje os peixes não nadam
Nas águas turvas dos meus pesadelos
Eu só quero uma mão
Que me guie
Em alguma direção
Acorde-me
Pois o pesadelo já dura tempo bastante
Não espere... Não espere... Não espere
A luz já me abandonou
A última estrela da esperança apagou-se
Amanhã... Será tarde demais
(Marcelo de S. Damacena)
Promessa
Rompistes comigo tua promessa,
mesmo vazia pra mim prestava,
terno, triplo, cru como navalha
refem do que me tratara
Redento de força motriz
Galopes do meu cavalo, és motriz
cavalo-vapor
horse-power
Do que preza e se cansara
Regime e enclausurado na tua promessa
me fez comparecer naquele dia
pra mim realmente prestara
Rindo como rei,rente a tua realeza
Refem de tua promessa
mesmo vazia, pra mim prestava.
Autor: Fernando DeLira
mesmo vazia pra mim prestava,
terno, triplo, cru como navalha
refem do que me tratara
Redento de força motriz
Galopes do meu cavalo, és motriz
cavalo-vapor
horse-power
Do que preza e se cansara
Regime e enclausurado na tua promessa
me fez comparecer naquele dia
pra mim realmente prestara
Rindo como rei,rente a tua realeza
Refem de tua promessa
mesmo vazia, pra mim prestava.
Autor: Fernando DeLira
Vidraça
A vidraça foi quebrada
quando se foi arremessada
uma pedra que esmigalhou
a parte direita da vidraça
que fica do seu lado da mesa
Dond'é que saiu aquela pedra
que aonde,eu não sei onde?
caiu,só sumiu
só vi que foi para o seu
lado da mesa
porém sumiu
e você foi a queda
Quando caiu
Não vi o tamanho da pedra
que o derrubou
só saberei
quem a arremessou
quando me virar
para o seu lado
e ver um homem
de terno que foi levanta-lo
Do seu lado ele parece estar
não do meu lado
mas finge-se a caminhar
para lhe ajudar
Não eu!
que depois fui lhe socorrer.
Autor:Fernando DeLira
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